Contrato de honorários trabalhista funciona em dois tempos: tu cobra uma entrada na assinatura e um percentual de êxito quando o processo termina. E terminar demora.

Como funciona o contrato de honorários trabalhista?

O ciclo de receita envolve plantio, envolve colheita, e no trabalhista as duas pontas ficam longe uma da outra. Tu plantou o crédito quando tu distribuiu o processo, e a colheita só aparece no fim da tramitação: a gente pode estar falando de 14 meses. 14 meses entre tu plantar e tu colher.

14 meses O que separa assinar o contrato trabalhista de receber o êxito. É esse intervalo que o teu contrato precisa atravessar sem quebrar o caixa do escritório.

Nesta página tu copia os dois contratos prontos, um para a defesa do reclamante e outro para a defesa da reclamada, direto da tela, sem cadastro e sem plano pago.

Junto vem o que modelo nenhum entrega: quanto cobrar de entrada, quanto cobrar de êxito e o que o Código de Ética da OAB não deixa tu escrever.

A gente começa pelo dinheiro de propósito. Contrato trabalhista bem escrito é o que paga o aluguel do teu escritório durante esses 14 meses, tá?

Conteúdo atualizado em junho/2026.

Quando você recebe num processo trabalhista?

No processo trabalhista o êxito entra no fim da fila, não no fim do mês. A régua é essa, na ordem:

1

Audiência de conciliação

2

Audiência de instrução

3

Decisão

4

Fase recursal

5

Trânsito em julgado

Só aqui o êxito é pago.

Vídeo: por que um contrato que só paga no fim da fila trava o caixa de quem está começando.

Hoje no Brasil, prepondera a cultura de que a gente tem que cobrar honorários lá no final do processo. É essa cultura que trava o caixa de quem está começando, e a gente vai ter que mudar essa cultura. Sob pena da gente simplesmente não existir.

Meu filho, por que diabos tu vai assinar um contrato trabalhista que só te paga no trânsito em julgado, se tu pode escrever um contrato que te paga uma parte já na assinatura?

Nós precisamos do básico, do necessário para que a gente possa sobreviver no começo até que os grandes honorários apareçam. É por isso que o teu contrato trabalhista precisa de duas pontas: uma que paga agora, na assinatura, e uma que paga no êxito.

Escreve a entrada primeiro e discute percentual depois, tá?

Quanto cobrar de entrada e de êxito?

No trabalhista, a cobrança de honorários será realizada em dois tempos, tá? Honorários iniciais na assinatura e honorários sobre o êxito no fim. A gente vai cobrar no início e no final.

A ponta do êxito já tem um número de referência. O modelo do advogadotrabalhista10, hoje na primeira posição da busca, crava 30% sobre o proveito econômico, contando acordo, execução, FGTS e seguro-desemprego.

30% sobre o proveito econômico O percentual de êxito do modelo do advogadotrabalhista10, hoje na primeira posição da busca. Referência de mercado, não regra do teu contrato.

A ponta da entrada tu tira da tabela de honorários mínimos da OAB do teu estado. E você vai criar uma regra de piso em cima dela: abaixo daquele valor o contrato não sai.

Dá pra flexibilizar os honorários iniciais a depender da condição financeira dos seus clientes. Mas cuidado, 100% deles, 100% deles vão dizer que estão passando por um cenário catastrófico, tá?

Abre a tabela abaixo, acha a modalidade do teu caso e leva a redação dela para o contrato.

Modalidade Quando ela cabe no trabalhista O que ela escreve no contrato
Honorários iniciais (entrada) Sempre, em qualquer polo — é a ponta que paga agora e sustenta o escritório durante o ciclo Valor fixo devido na assinatura, com a regra de piso do escritório: abaixo daquele valor o contrato não sai
Êxito sobre o proveito econômico (quota litis) Defesa do reclamante, quando o cliente pessoa física não tem caixa na assinatura e o valor só existe se a ação vingar Percentual sobre o proveito econômico, com acordo, execução, FGTS e seguro-desemprego dentro da base — o modelo do advogadotrabalhista10 usa 30%
Honorário fixo por processo Defesa da reclamada, onde não há proveito econômico a dividir e o resultado bom é o valor que a empresa deixa de pagar Valor por processo, com entrada na assinatura, escopo delimitado e cláusula de reajuste
Assessoria mensal (mensalista) Empresa reclamada com fluxo recorrente de reclamatórias, que precisa de cobertura contínua e não de caso avulso Mensalidade com escopo por processo, reajuste anual e a regra do que entra e do que vira aditivo

O piso muda de estado para estado

O piso é a tabela da seccional do teu estado, e ela muda de estado para estado. Confere a da tua antes de fechar o valor da entrada.

Defender o empregado ou a empresa?

Reclamante e reclamada não são o mesmo contrato com o nome trocado: muda a modalidade, muda a base de cálculo e muda o momento em que o dinheiro entra.

Na defesa do empregado o honorário costuma pender para o êxito sobre o proveito econômico, porque o cliente pessoa física raramente tem caixa na assinatura e o valor só existe se a ação vingar.

Na defesa da empresa a lógica se inverte. Não há proveito econômico a receber, o resultado bom é o valor que a empresa deixa de pagar, então a remuneração vira honorário fixo por processo ou assessoria mensal, com entrada na assinatura.

O risco também troca de lado. No polo do reclamante tu divide o resultado da causa; no polo da reclamada tu é custo fixo e precisa de cláusula de reajuste e de escopo por processo.

Acha nos cartões abaixo o polo que tu vai contratar hoje e leva ele junto para a leitura das cláusulas.

Reclamante

Defesa do empregado

Modalidade de remuneração: entrada na assinatura mais êxito sobre o proveito econômico.

Base de cálculo: proveito econômico da causa, com acordo, execução, FGTS e seguro-desemprego.

Momento do pagamento: entrada na assinatura e êxito depois do trânsito em julgado ou do acordo.

Risco que tu assume: divide o resultado da causa — se a ação não vinga, só a entrada foi paga.

Cláusula que muda: desistência e acordo feito sem a anuência do advogado.

Reclamada

Defesa da empresa

Modalidade de remuneração: honorário fixo por processo ou assessoria mensal, com entrada na assinatura.

Base de cálculo: escopo contratado por processo ou por período, sem proveito econômico a dividir.

Momento do pagamento: entrada na assinatura e parcelas por processo ou por mês, ao longo da prestação.

Risco que tu assume: é custo fixo do cliente — o risco vira reajuste defasado e escopo que estoura.

Cláusula que muda: reajuste anual, escopo por processo e sucumbência recíproca do art. 791-A da CLT.

Os dois contratos estão mais abaixo

O contrato inteiro do polo do reclamante abre em Modelo de contrato para o reclamante. O da empresa abre em Modelo de contrato para a reclamada.

Quem paga a sucumbência depois da reforma?

Depois da Lei 13.467/2017 a sucumbência trabalhista corre para os dois lados: quem perde parte dos pedidos deve honorários ao advogado do outro polo. O art. 791-A da CLT, inserido por essa lei, fixa esses honorários entre 5% e 15% sobre o valor da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou do valor atualizado da causa.

Cliente com justiça gratuita

Se o teu cliente é beneficiário da justiça gratuita, presta atenção neste ponto. Na ADI 5766, julgada em 2021, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a cobrança automática desses honorários com os créditos que ele obteve no próprio processo.

E tem a parte que mexe com o teu bolso. Os honorários de sucumbência pertencem ao advogado e somam-se aos contratados, por força do art. 23 da Lei 8.906/94 e do art. 51 do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Escreve essa titularidade na cláusula de remuneração, com os dois dispositivos citados. Sem essa linha, o cliente lê a sucumbência como desconto no que ele já te contratou.

A redação para colar no contrato é esta:

CLÁUSULA DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. Os honorários de sucumbência
eventualmente fixados nos autos pertencem exclusivamente ao CONTRATADO e
somam-se aos honorários contratados neste instrumento, na forma do art. 23
da Lei 8.906/94 e do art. 51 do Código de Ética e Disciplina da OAB, sem
qualquer abatimento sobre os valores aqui ajustados. Havendo sucumbência
recíproca, na forma do art. 791-A da CLT, incluído pela Lei 13.467/2017,
aplica-se ao CONTRATANTE o disposto na decisão judicial, observada a
condição de beneficiário da justiça gratuita quando for o caso.

Os dispositivos que sustentam essa cláusula são quatro:

1
Art. 791-A da CLT Incluído pela Lei 13.467/2017: cria a sucumbência recíproca no trabalhista, de 5% a 15%.
2
ADI 5766 Julgada pelo STF em 2021: derruba a cobrança automática do beneficiário da justiça gratuita com os créditos do próprio processo.
3
Art. 23 da Lei 8.906/94 Os honorários de sucumbência são do advogado.
4
Art. 51 do Código de Ética e Disciplina da OAB Eles somam aos contratados, não abatem.

O que a OAB proíbe no contrato?

O Código de Ética e Disciplina da OAB crava dois limites duros neste contrato, e tem uma terceira cláusula que tu confere antes de copiar qualquer modelo. São estas:

1
O piso O art. 49 do CED manda evitar o aviltamento dos honorários e não fixá-los abaixo do mínimo da tabela da tua seccional. Abre a tabela do teu estado antes de escrever o valor da entrada. Art. 49 do CED
2
O teto do êxito Pelo art. 50 do CED, a cláusula quota litis somada aos honorários de sucumbência não pode superar a vantagem que o cliente obteve na causa. Ou seja: o cliente não pode sair recebendo menos que o advogado. Art. 50 do CED
3
A cláusula de desistência Essa não é proibição, é conferida. O modelo trabalhista que hoje ocupa a primeira posição da busca, publicado pelo advogadotrabalhista10, cobra do cliente multa de 50% do salário mínimo se ele desistir da ação. Um valor que não tem relação nenhuma com o trabalho já feito. Confere antes de copiar

Nos dois contratos desta página eu escrevo outra coisa no lugar da multa: honorário proporcional ao que já foi executado até a desistência, com escala por fase processual.

CLÁUSULA DA DESISTÊNCIA. Em caso de desistência da ação por iniciativa do
CONTRATANTE, serão devidos ao CONTRATADO os honorários proporcionais ao
trabalho já executado até a data da desistência, na proporção de [10%] do
valor contratado se a desistência ocorrer na 1ª instância, [20%] se na 2ª
instância e [30%] se em instância superior, vedada a cumulação com qualquer
multa de natureza penal.

Confere as três antes de assinar, tá?

Por que cada cláusula está ali?

Cada cláusula do contrato trabalhista tem uma função comercial, não só jurídica, e a do prazo estimado é o melhor exemplo.

Coloca na cláusula a previsão estimada de 24 meses de trabalho. Aqui é legal você colocar um período extenso, tá? Se a gente coloca um período curto, depois na hora que eu apresentar os honorários, eu vou fazer uma divisão do valor dos honorários pelo tempo que eu vou trabalhar. Se for pouco tempo, vai dar valor alto por mês.

A régua do prazo

Escrever o prazo longo não é pessimismo. É o que muda a conta que o cliente faz do preço.

O resto da minuta segue a mesma lógica, uma cláusula por função:

1
Objeto Delimita até onde vai o teu trabalho e onde começa aditivo.
2
Prazo estimado Dá ao cliente o tamanho real do serviço antes de ele ouvir o número. É a cláusula que sustenta a divisão do honorário pelo tempo.
3
Obrigações do cliente É o que te protege quando ele entrega documento errado ou some com a carteira de trabalho.
4
Desistência Define o que tu recebe se ele parar no meio do processo.
5
Rescisão Fecha a porta de saída dos dois lados.
6
Foro de eleição Define onde a briga acontece, se acontecer.

Lê cada uma pensando na pergunta que o cliente vai fazer sobre ela, porque é essa pergunta que tu vai responder na frente dele, tá?

Modelo de contrato para o reclamante

Copia daqui o contrato inteiro para a defesa do reclamante: ele está aberto na tela, sem cadastro e sem plano pago.

São nove cláusulas, uma linha para cada uma na lista abaixo. Varre ela para ver se a minuta cobre o teu caso antes de copiar:

1
ObjetoA reclamatória trabalhista e os pedidos que ela cobre.
2
Prazo estimadoA previsão de duração do trabalho, escrita no contrato.
3
Remuneração em dois temposEntrada na assinatura mais percentual de êxito sobre o proveito econômico.
4
SucumbênciaA titularidade do advogado, apontando o art. 23 da Lei 8.906/94.
5
Obrigações do clienteFornecer documentos e informações verídicas.
6
Desistência e acordo sem anuênciaO que tu recebe se ele parar ou fechar por fora.
7
InadimplênciaMulta de 10%, juros de 1% ao mês e correção monetária.
8
RescisãoHonorário proporcional por instância.
9
Foro de eleiçãoA comarca onde a discussão do contrato corre.

Os parâmetros numéricos dessas cláusulas saíram das duas minutas trabalhistas que hoje ocupam a busca: a multa de 10% com juros de 1% ao mês e correção monetária é a do Modelo Inicial, e a escala de rescisão de 10%, 20% e 30% por instância é a do advogadotrabalhista10.

Os campos entre colchetes são os que tu troca antes de assinar:

  • qualificação das partes;
  • percentual de êxito;
  • valor da entrada;
  • comarca do foro de eleição.
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS PARA O RECLAMANTE

CONTRATANTE: [nome completo], [nacionalidade], [estado civil], [profissão],
CPF [nº], CTPS [nº/série], residente em [endereço completo].

CONTRATADO: [nome do advogado], inscrito na OAB/[UF] sob o nº [nº], com
escritório em [endereço completo].

CLÁUSULA 1ª. DO OBJETO. O CONTRATADO prestará ao CONTRATANTE serviços
advocatícios na propositura e no acompanhamento integral de reclamatória
trabalhista em face de [nome da empresa reclamada], compreendendo a
elaboração da petição inicial, a participação nas audiências de conciliação
e de instrução, a produção de provas, a interposição dos recursos cabíveis e
o acompanhamento da execução até o efetivo recebimento do crédito.
Parágrafo único. Ações autônomas, medidas cautelares e demandas conexas não
descritas nesta cláusula dependem de aditivo escrito.

CLÁUSULA 2ª. DO PRAZO ESTIMADO. O trabalho tem previsão estimada de [24]
meses, contados da distribuição da reclamatória até o arquivamento do
processo, prazo que pode variar conforme a tramitação na Justiça do
Trabalho e que não constitui promessa de resultado nem de data de
pagamento.

CLÁUSULA 3ª. DA REMUNERAÇÃO. Os honorários advocatícios são devidos em
dois tempos:
a) honorários iniciais de R$ [valor], devidos na assinatura deste
instrumento, não restituíveis, destinados à estruturação e ao ajuizamento
da demanda;
b) honorários de êxito de [__]% sobre o proveito econômico obtido pelo
CONTRATANTE, compreendendo o valor recebido por sentença, por acordo
judicial ou extrajudicial, em execução, bem como os valores de FGTS e as
guias de seguro-desemprego liberadas em razão da demanda.
Parágrafo único. Os honorários de êxito somados aos honorários de
sucumbência não excederão a vantagem obtida pelo CONTRATANTE na causa, na
forma do art. 50 do Código de Ética e Disciplina da OAB.

CLÁUSULA 4ª. DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. Os honorários de sucumbência
fixados nos autos pertencem exclusivamente ao CONTRATADO e somam-se aos
honorários contratados nesta avença, na forma do art. 23 da Lei 8.906/94 e
do art. 51 do Código de Ética e Disciplina da OAB, sem abatimento sobre os
valores aqui ajustados.

CLÁUSULA 5ª. DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE. O CONTRATANTE obriga-se a
fornecer, no prazo solicitado, todos os documentos e informações
necessários à demanda, respondendo pela veracidade do que declarar, a
comparecer às audiências designadas e a manter endereço, telefone e e-mail
atualizados junto ao CONTRATADO.

CLÁUSULA 6ª. DA DESISTÊNCIA E DO ACORDO SEM ANUÊNCIA. Em caso de
desistência por iniciativa do CONTRATANTE, serão devidos os honorários
proporcionais ao trabalho já executado, na proporção de [10%] do valor
contratado na 1ª instância, [20%] na 2ª instância e [30%] em instância
superior. Celebrado acordo diretamente com a parte contrária, sem a
anuência do CONTRATADO, permanecem devidos os honorários de êxito sobre o
valor efetivamente acordado.

CLÁUSULA 7ª. DA INADIMPLÊNCIA. O atraso no pagamento de qualquer parcela
sujeita o CONTRATANTE a multa de 10% sobre o valor em aberto, juros de mora
de 1% ao mês e correção monetária pelo [índice], contados do vencimento,
sem prejuízo da cobrança judicial do débito.

CLÁUSULA 8ª. DA RESCISÃO. Este contrato pode ser rescindido por qualquer
das partes mediante comunicação escrita, com aviso de [30] dias e entrega
dos documentos e do estado do processo à outra parte. Rescindido o contrato,
são devidos ao CONTRATADO os honorários proporcionais à instância já
vencida, na escala da Cláusula 6ª.

CLÁUSULA 9ª. DO FORO. Fica eleito o foro da comarca de [comarca] para
dirimir as questões oriundas deste contrato.

[cidade], [data].

_______________________          _______________________
CONTRATANTE                       CONTRATADO, OAB/[UF] [nº]

Antes de assinar, abre a tabela de honorários da tua seccional e confere se a entrada bate com o piso dela.

Modelo de contrato para a reclamada

Para defender a empresa reclamada tu usa a segunda variante, aberta logo abaixo. Três blocos mudam em relação ao contrato do reclamante:

1
A remuneração Sai do êxito sobre proveito econômico e vira honorário fixo por processo ou assessoria mensal, com entrada na assinatura. Na defesa da empresa não existe proveito a dividir: o resultado bom é o valor que ela deixa de pagar.
2
A sucumbência A cláusula passa a prever o destino dos honorários recíprocos do art. 791-A da CLT quando a empresa vence parte dos pedidos.
3
Duas cláusulas novas Reajuste anual e escopo por processo. É o escopo que impede a empresa de te mandar cinco reclamatórias novas dentro do mesmo valor.
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS PARA A RECLAMADA

CONTRATANTE: [razão social], CNPJ [nº], com sede em [endereço completo],
neste ato representada por [nome e qualificação do representante].

CONTRATADO: [nome do advogado], inscrito na OAB/[UF] sob o nº [nº], com
escritório em [endereço completo].

CLÁUSULA 1ª. DO OBJETO. O CONTRATADO prestará defesa técnica à CONTRATANTE
nas reclamatórias trabalhistas indicadas no Anexo I, compreendendo a
elaboração de contestação, a participação nas audiências de conciliação e
de instrução, a produção de provas, a interposição dos recursos cabíveis e
o acompanhamento até o arquivamento.

CLÁUSULA 2ª. DO ESCOPO POR PROCESSO. A remuneração desta avença cobre
exclusivamente os processos listados no Anexo I. Cada nova reclamatória
ajuizada contra a CONTRATANTE depende de inclusão formal no Anexo I e gera
a remuneração prevista na Cláusula 4ª, alínea "a", não estando compreendida
no valor já contratado.

CLÁUSULA 3ª. DO PRAZO ESTIMADO. Cada processo tem previsão estimada de
[24] meses de trabalho, contados da citação até o arquivamento, prazo que
varia conforme a tramitação e que não constitui promessa de resultado.

CLÁUSULA 4ª. DA REMUNERAÇÃO. Os honorários são devidos na modalidade
assinalada abaixo:
a) honorário fixo por processo, no valor de R$ [valor] por reclamatória,
sendo [__]% devidos na assinatura e o restante em [__] parcelas mensais; ou
b) assessoria mensal, no valor de R$ [valor] por mês, cobrindo os processos
do Anexo I e as consultas preventivas da área trabalhista, com faturamento
todo dia [__].
Parágrafo único. Não há honorários de êxito nesta avença, pois na defesa da
CONTRATANTE não há proveito econômico a ser partilhado.

CLÁUSULA 5ª. DO REAJUSTE. Os valores da Cláusula 4ª serão reajustados
anualmente pela variação do [índice], contada da data de assinatura, ou por
acordo escrito entre as partes.

CLÁUSULA 6ª. DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. Vencida a CONTRATANTE em parte
dos pedidos, os honorários de sucumbência fixados em favor do advogado da
parte contrária, na forma do art. 791-A da CLT, correm por conta da
CONTRATANTE e não se compensam com os honorários deste contrato. Julgados
improcedentes no todo ou em parte os pedidos da reclamatória, os honorários
de sucumbência arbitrados em favor da defesa pertencem exclusivamente ao
CONTRATADO e somam-se aos contratados, na forma do art. 23 da Lei 8.906/94
e do art. 51 do Código de Ética e Disciplina da OAB.

CLÁUSULA 7ª. DAS OBRIGAÇÕES DA CONTRATANTE. A CONTRATANTE obriga-se a
entregar, no prazo solicitado, cartões-ponto, folhas de pagamento, recibos,
contratos de trabalho e demais documentos necessários à defesa, respondendo
pela veracidade do que declarar, e a indicar preposto para as audiências.

CLÁUSULA 8ª. DA INADIMPLÊNCIA. O atraso no pagamento sujeita a CONTRATANTE
a multa de 10% sobre o valor em aberto, juros de mora de 1% ao mês e
correção monetária pelo [índice], contados do vencimento.

CLÁUSULA 9ª. DA RESCISÃO E DO FORO. Este contrato pode ser rescindido por
qualquer das partes mediante aviso escrito de [30] dias, permanecendo
devidos os valores dos processos já em curso até a instância vencida. Fica
eleito o foro da comarca de [comarca].

[cidade], [data].

_______________________          _______________________
CONTRATANTE                       CONTRATADO, OAB/[UF] [nº]

O número tu fecha com a tabela da tua seccional e com o porte do cliente. Aqui tu leva a modalidade certa e a cláusula pronta.

O valor fica em branco de propósito

O valor da assessoria mensal e o do honorário fixo ficam em campo entre colchetes, para tu preencher.

Como apresentar o preço ao cliente?

O preço tu apresenta depois de preencher o contrato junto com o cliente, nunca antes. A primeira coisa é construir a percepção de valor. Como é que constrói a percepção de valor? Explicando o que você vai fazer. O roteiro do atendimento é este:

1

Vira a tela

Na hora de preencher o contrato, vou virar a tela pra ele e vamos digitar junto o que a gente vai fazer aqui. Ele vê cada cláusula nascer e entende o tamanho do trabalho antes de ouvir o número.

2

Escreve o prazo estimado por extenso

A previsão de 24 meses entra no contrato na frente dele, item por item, junto com o resto do serviço.

3

Faz a conta em voz alta

Divide o honorário pelo prazo estimado na frente dele: 15 mil reais, dividido por 24, vai dar 625 reais por mês. Apresentado assim, parece que é barato. É isso que a gente quer que pareça mesmo. É um exemplo de conta: roda ela com o teu valor.

4

Prepara a pergunta antes do atendimento começar

Eu sei que o cliente já vai chegar perguntando o preço dos meus honorários, então a pergunta que desarma o assunto eu já levo pronta para a mesa.

5

Fecha

Sempre tem que ter pergunta de fechamento, sem rodeio: posso fazer o contrato, posso iniciar o trabalho?

R$ 625 por mês R$ 15 mil de honorário divididos pelos 24 meses de prazo estimado, a conta feita na frente do cliente. É exemplo: roda ela com o teu valor.

Advogado é vendedor, sempre que troca dinheiro por qualquer coisa, inclusive serviço, é um vendedor, tá vendendo. Essa tese eu não inventei, ela é do Nelson Williams, e eu repito porque ela descreve o que acontece na mesa do atendimento. O que eu faço com ela é meu: o atendimento hoje, ele precisa ser técnico e ele precisa estar preocupado com o fechamento do contrato.

E quando o cliente some sem pagar?

Contrato assinado sem entrada paga não é contrato fechado, é promessa. Três providências seguram isso no teu escritório:

1
Só trata como fechado depois que a entrada cair A regra que roda no meu escritório é essa: os contratos assinados confirmados com o pagamento da entrada. Se o cara não pagar a entrada, eu não comissiono.
2
Controle rígido dos recebíveis Serão considerados recebíveis futuros os créditos gerados de honorários por meio de contratos assinados com os clientes. Só vai pros controles os clientes que confirmarem a tua contratação por meio de assinatura no contrato, tá? Aperto de mão não entra na planilha.
3
Manda o meio de pagamento antes de cobrar Boleto, PIX ou link de cartão saem antes da primeira cobrança. E se tu não manda o boleto pro cliente, ele te paga? Não te paga — ele não está inadimplente, está sem como te pagar.

A terceira eu aprendi errando. Em novembro eu troquei o financeiro do escritório, ninguém mandou os meios de pagamento e os clientes não pagaram. E aí eu considero inadimplência, não considero inadimplência, não dei oportunidade, não dei os meios para o cliente me pagar.

É como se você pegasse um empréstimo e o banco não te mandasse o boleto para te pagar a parcela do empréstimo. Aquele mês não tem número: tem contrato fechado que não virou boleto.

A taxa de inadimplência é outra conta, e tu faz ela no mês fechado. O cálculo é este: se tu esperasse receber R$ 10 mil no mês e recebesse R$ 8 mil, seriam R$ 2 mil de inadimplência, uma taxa de 20%. É um exemplo de conta, para tu rodar com os teus próprios números.

Na minha planilha o levantamento fechou em 32,27%. Esse é o meu número, não é média do trabalhista.

32,27% A inadimplência que a planilha do meu escritório mostrou no levantamento do mês. Esse é o meu número, não é média do trabalhista.

E tem a cláusula que segura o teu honorário quando o cliente fecha por fora:

CLÁUSULA DO ACORDO SEM ANUÊNCIA. Celebrado acordo entre o CONTRATANTE e a
parte contrária, judicial ou extrajudicialmente, sem a anuência do
CONTRATADO, permanecem integralmente devidos os honorários de êxito
ajustados neste instrumento, calculados sobre o valor efetivamente
acordado, vencendo-se na data da celebração do acordo.

Lança o contrato no controle no dia da assinatura e manda o meio de pagamento antes de cobrar.

Por onde começar a cobrar melhor

Contrato bom resolve o documento. Caixa previsível é outro problema, e esse é de método.

Se tu tá no começo

Um ou dois casos trabalhistas e cobrando no olho

Baixa o ebook gratuito e monta o teu nicho de sustentação antes de pensar em volume.

Se tu já fatura e travou antes dos R$ 20 mil por mês

Mentoria Advogado Sustentável

São 3 meses com encontros ao vivo toda semana, por 12x de R$ 599,70 ou R$ 5.997,00 à vista.

Mais de 11 mil advogados já passaram pelo método e o escritório que eu opero tem mais de 4 mil contratos ativos.

Mais de 11 mil advogados Já passaram pelo método. O escritório que eu opero, a VSN Advogados, tem mais de 4 mil contratos ativos.

Escolhe o degrau do teu momento e vai. Os dois contratos desta página tu leva de graça de qualquer jeito.

Dúvidas sobre contrato de honorários trabalhista

Qual percentual de honorários de êxito eu posso cobrar num contrato trabalhista?

O número que circula é 30% sobre o proveito econômico da causa, e ele é do modelo do advogadotrabalhista10, que hoje ocupa a primeira posição da busca. A base desse percentual inclui acordo, execução, FGTS e seguro-desemprego.

O teto não é um número fixo. Pelo art. 50 do Código de Ética e Disciplina da OAB, o êxito somado à sucumbência não pode superar a vantagem que o cliente obteve na causa.

E o percentual sozinho não resolve o teu caixa: cobra em dois tempos, com entrada na assinatura e êxito no fim.

Posso cobrar entrada num caso trabalhista ou tenho que trabalhar só no êxito?

Pode e deve. Entre assinar o contrato e receber o êxito no trabalhista a gente pode estar falando de 14 meses, e escritório nenhum paga aluguel com promessa.

A entrada é o que separa contrato fechado de intenção: os contratos assinados confirmados com o pagamento da entrada; se o cara não pagar a entrada, eu não comissiono. Coloca a entrada na cláusula de remuneração e só trata o contrato como fechado depois que ela cair na conta.

Quem fica com os honorários de sucumbência na Justiça do Trabalho?

Do advogado. O art. 23 da Lei 8.906/94 e o art. 51 do Código de Ética e Disciplina da OAB dizem que os honorários de sucumbência pertencem ao advogado e somam-se aos contratados.

Na Justiça do Trabalho eles passaram a existir para os dois polos com a Lei 13.467/2017, que inseriu o art. 791-A na CLT com a faixa de 5% a 15%.

Escreve essa titularidade expressamente na cláusula de remuneração. Sem essa linha, o cliente entende que a sucumbência abate o que ele já te contratou.

O cliente fez acordo direto com a empresa e sumiu. Eu ainda recebo?

Recebe, se o contrato previr. A cláusula de acordo sem anuência mantém os honorários devidos sobre o valor efetivamente acordado, e ela já vem escrita nos dois modelos desta página.

Sem ela, a discussão vira arbitramento judicial de honorários e tu gasta tempo e valor para receber o que já era teu. Abre a tua minuta atual e confere se essa cláusula está lá antes da próxima assinatura.

Posso colocar multa se o cliente desistir do processo?

Dá pra escrever, e o modelo do advogadotrabalhista10, hoje na primeira posição da busca, escreve multa por desistência.

Nos dois contratos desta página eu não uso multa. Eu escrevo honorário proporcional ao trabalho já executado até o momento da desistência, com a escala por instância que o próprio advogadotrabalhista10 usa na cláusula de rescisão dele:

  • 10% na 1ª instância
  • 20% na 2ª instância
  • 30% em instância superior

Proporcional o cliente entende, e tu recebe pelo trabalho que já fez. Abre a tua minuta atual, acha a cláusula de desistência e vê qual das duas redações está lá.

O mesmo contrato serve pra defender a empresa reclamada?

Não serve. Na defesa da empresa não existe proveito econômico a dividir, então a remuneração vira honorário fixo por processo ou assessoria mensal, com entrada na assinatura.

Entram também cláusulas de reajuste anual e de escopo por processo, que o contrato do reclamante não tem. E a cláusula de sucumbência muda: ela precisa tratar dos honorários recíprocos do art. 791-A da CLT quando a empresa vence parte dos pedidos.

Pega a segunda variante desta página em vez de adaptar a primeira na mão.

Como eu falo do preço sem o cliente sumir dizendo que vai pensar?

Vira a tela e preenche o contrato junto com ele, item por item, antes de dizer o número.

Quando o valor sair, divide pelo prazo estimado na frente dele. Um honorário de R$ 15 mil dividido por 24 meses daria R$ 625 por mês, e a conta muda de tamanho. É exemplo, tu roda com o teu número.

E prepara a resposta antes do atendimento começar, porque eu sei que o cliente já vai chegar perguntando o preço dos meus honorários, então, para eu contra-argumentar isso, eu vou fazer essa outra pergunta.

Vinícius Nunes, advogado e criador do método Advogado Sustentável

Escrito por

Vinícius Nunes

Advogado (OAB/RS 109.673) · Fundador da VSN Advogados · Criador do método Advogado Sustentável

Advogado em Porto Alegre, construí um escritório digital ancorado em nichos de sustentação e prospecção via tráfego pago. A partir dessa prática criei o método Advogado Sustentável — hoje com mais de 11 mil alunos e R$40 milhões faturados no digital.